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Bloco acusa Câmara de Famalicão de destruição de património

Imagem de www.famalicaoid.org

Lê aqui o comunicado da Concelhia de Famalicão sobre a as obras que a Câmara de Vila Nova de Famalicão executou na Casa do Senador Sousa Fernandes, retirando a fachada em azulejos.

 

 

NÃO À DESTRUIÇÃO DO PATRIMÓNIO CULTURAL ARQUITÉTÓNICO

 

Já era!...

Num piscar de olhos tornou-se cinzenta a fachada mais azul da cidade.

A Casa do Senador Sousa Fernandes, situada na Rua Adriano Pinto Basto, propriedade da CM, foi objeto de uma intervenção. Estão por apurar os seus objetivos , assim como a sua possível extensão.

A Autarquia age de novo em favor da subtração de fachadas com significado e valor histórico ao património coletivo local.

O revestimento a azulejo 2x2 branco e azul, de motivos geometricos, típico da arquitetura citadina oitocentista desapareceu na tarde desta sexta feira, dia 11.

A relevância da preservação do edifício é irrefutável, na exata medida da projeção de Sousa Fernandes sobre a História Local.

A conservação do património edificado e do espaço público como prolongamento da história e cultura local e nacional também não merece hesitação.

Adquire ainda maior pertinência a sua conservação pela significação atribuída em resultado dos valores defendidos por Sousa Fernandes, tanto na vida cívica como nas funções públicas desempenhadas, designadamente como Presidente da Câmara. A preservação do edifício tem em si a virtuosidade de manter entre os cidadãos os valores da democracia e da participação cidadã na coisa pública.

A Casa foi em diferentes momentos referenciada pelo seu valor para o Património, a Arquitetura, a História e a Cultura. Em 1983, a ASPA requereu a classificação de interesse público. Em 2010, no centenário da 1a República a Autarquia englobou o edifício num conjunto de 12 ao qual designou Casas dos Republicanos Famalicenses, reconhecendo-lhe relevo incontestado na memória coletiva.

Sob a veste programática de uma ativa e responsável requalificação e revitalização urbana, parece verificar-se a diminuição agressiva do valor histórico, cultural e patrimonial do centro urbano, e do nosso espaço público.

Interessa aferir os reais intenções dos projetos de reabilitação. No caso concreto, quais as justificações que mobilizaram a CM para a eliminação dos azulejos, quais os métodos empregues para a sua retirada, onde estão os azulejos, se irão ser repostos, se a intervenção irá além do que foi já concretizado, qual o destino do edifício em causa, se as outras casas dos republicanos famalicenses terão o mesmo fim, se é intenção da CM classificar estas Casas...

Será consequente defender a classificação, posto que este é o único meio de salvaguardar as fachadas.

 

A coordenadora concelhia BE Famalicão