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100 dias de muito pouco

Paulo Cunha e Nuno Melo

Completam-se os primeiros 100 dias de governação desta Câmara Municipal liderada por Paulo Cunha.

Depois de tantas promessas eleitorais da coligação PSD/CDS-PP durante a campanha eleitoral, seria de esperar um grande dinamismo do novo executivo municipal. Verificamos que apenas a propaganda continuou em alta, tudo o resto deixa muito a desejar.

Paulo Cunha e alguns vereadores dedicaram as segundas-feiras para visitar diversas empresas de sucesso no nosso concelho. Para o Bloco de Esquerda, estas visitas não passaram de pura propaganda, num descarado aproveitamento político da capacidade empreendedora de muitos empresários e dos colaboradores dessas empresas. Também o BE se congratula por haver em V. N. de Famalicão empresas em expansão e de destaque a nível regional e nacional, no entanto, não foi com o apoio desta Câmara Municipal que essas empresas se desatacaram. Em alguns casos, a incapacidade do executivo é mesmo um entrave a que essas e outras empresas se possam desenvolver mais. O exemplo da falta ou deficientes acessibilidades em diversas zonas do concelho é bem revelador da incapacidade desta Câmara Municipal em apoiar o tecido económico do concelho, inclusivamente algumas empresas que foram visitadas.

Paradoxalmente, nestes últimos 100 dias fecharam duas grandes empresas famalicenses e várias centenas de trabalhadores ficaram desempregados. E sobre a situação de desemprego a que foram votados esses trabalhadores nem uma palavra ou iniciativa do presidente da Câmara.

Para o BE, seria mais oportuno a Câmara Municipal apostar no apoio a empresas em dificuldades e à criação de novos postos de trabalho, do que andar a fazer publicidades a empresas que felizmente estão bem.

Assistiu-se nestes primeiros 100 dias de governação do executivo PSD/CDS-PP a uma preocupação em apresar-se a atribuir “jobs for boys” a correligionários políticos, nomeadamente com a criação de novas funções que foram atribuídas a elementos dos seus partidos. Exemplo flagrante disso é a criação do Diretor Municipal de Auditoria e Gestão de Qualidade e do coordenador do gabinete de apoio ao empreendedor, que irão ganhar vencimentos principescos ao mesmo tempo que são exigidos ainda mais sacrifícios a todos os famalicenses com aumentos nas taxas municipais, assim como o preço da água, do saneamento, da recolha do lixo, etc.

O Bloco de Esquerda não tem duvidas que com a continuação destas políticas a situação dos famalicenses não se alterará, continuando a sua grande maioria a viver com grandes dificuldades.