Share |

Um ano em que Famalicão ficou a perder

A Coligação PSD/CDS enveredou pela política espetaculo de pura propaganda para mostrar um concelho cor de rosa que, de todo, não corresponde à realidade.

Completou-se recentemente o primeiro ano deste mandato da coligação PSD/CDS na Câmara Municipal de V. N. de Famalicão, é pois altura de ver o que se cumpriu.

O mandato começou com o pagamento de favores e com promoções e contratações de pessoas ligadas aos partidos da coligação, facto que demonstra uma partidarização que em nada abona ao rigor e transparência que se exige de quem exerce cargos políticos. Pior ainda quando algumas dessas contratações são feitas com vencimentos principescos, enquanto a maioria da população passa por grandes dificuldades em resultado da política praticada pela coligação PSD/CDS.

A tão apregoada resposta avassaladora às questões sociais foi-se esfumando com o tempo e as verbas aplicadas nas questões sociais, manifestamente, ficarão muito aquém dos tão apregoados 12,5 milhões de euros por ano prometidos na campanha eleitoral pelo então candidato Paulo Cunha.

Lamentávelmente, a Câmara Municipal não avançou com qualquer novo investimento durante este primeiro ano de mandato, limitando-se apenas a concluir aquilo que já vinha do mandato anterior. Fica assim demonstrada uma total incapacidade de promover o desenvolvimento do municipio e a criação de melhores condições de vida para os famalicenses.

Enquanto isto, a Coligação PSD/CDS enveredou pela política espetaculo, com elevados gastos em festas, passeios e programas televisivos que não passam de show-off, de pura propaganda para mostrar um concelho cor de rosa que, de todo, não corresponde à realidade. Esta obcessão mediática monopolizadora da comunicação social tende a asfixiar a opinião pública e a enganar os mais incautos.

O tão apregoado Made In, em que a Câmara Municipal tem vindo a visitar empresas famalicenses de sucesso, fruto da capacidade empreendedora dos empresários, só demonstra a opção populista deste executivo. O Presidente da Câmara enquanto se aproveita do êxito dos empresários para fazer campanha, despreza as empresas em dificuldade e os seus trabalhadores, não manifestando apoio e iniciativa para ajudar a resolver os problemas porque passam. Muitas destas empresas acabam por encerrar mandando para o desemprego centenas de trabalhadores de que o ultimo exemplo é a Filobranca em Riba de Ave.

Ao mesmo tempo, temos uma Câmara despreza aquilo que é da sua competência, criando dificuldades às empresas que se querem desenvolver, mas que a falta de infraestruturas de rede viária de saneamento básico etc. em nada favorece o seu crescimento.

A Câmara Municipal continua a manter as taxas e a manutenção de impostos como o IMI, num valor elevado demonstrando estar alheia às dificuldades porque passa uma grande parte dos famalicenses.

Por estas razões, o Bloco de Esquerda de Famalicão continua preocupado com o futuro do nosso concelho, pois um ano após esta câmara ter tomado posse, Famalicão está muito aquém das suas necessidades e daquilo que foi prometido pela Coligação PSD/CDS.