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Bloco quer medidas para travar cobrança de taxas Covid-19 pelos hospitais privados

Depois de várias semanas encerrado, o Hospital Trofa Saúde, em Vila Nova de Famalicão, reabriu e está a cobrar aos/às utentes pela proteção para a Covid-19. Numa fatura a que o Bloco de Esquerda teve acesso, foram cobrados cinco euros a um utente pela “Proteção de Covid-19 – ambulatório”.

Esta situação motivou os deputados do Bloco de Esquerda eleitos por Braga, José Maria Cardoso e Alexandra Vieira, a questionarem o Governo. No documento entregue na Assembleia da República, os deputados referem que “o utente em causa, que levou a sua própria máscara e gel desinfetante de casa, questionou a instituição sobre o porquê desta cobrança, tendo-lhe sido referido que a cobrança era para assegurar a higienização do espaço de atendimento”.

Para os deputados, “é incompreensível que as instituições privadas de saúde possam usar e abusar desta forma dos utentes que recorrem aos seus serviços, pelo que é necessário que estas situações sejam clarificadas e regulamentadas de modo a que o abuso não prevaleça sobre o bom senso”.

Os bloquistas querem, por isso, que o Ministério da Saúde esclareça se considera legítimo que as instituições privadas de saúde cobrem aos/às utentes pela higienização do espaço utilizado para atendimento e que indique que medidas vão ser implementadas para proteger os/as utentes face aos abusos das instituições privadas de saúde.

Recorde-se que o Grupo Trofa Saúde Hospital é constituído por diversas instituições hospitalares privadas. A unidade de Famalicão fechou portas em plena pandemia causada pela Covid-19, situação que motivou uma pergunta do Bloco de Esquerda ao Governo.

AnexoTamanho
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