Share |

Combate à corrupção exige envolvimento do associativismo.

O combate à falta de transparência política e à corrupção deve ser feito a partir do envolvimento de toda a sociedade, onde "a participação associativa e cívica  tem um papel fundamental para a transparência da política" frisou Pedro Soares, esta tarde na  Feira do Associativismo e Juventude de V. N. de Famalicão.

"A falta de transparência e a corrupção destoem e minam a democracia, tanto ao nível autárquico como nacional. É preciso combater isto através uma democracia mais exigente e mais participada, na qual todos os cidadãos participem efetivamente da vida politica e não apenas de forma meramente formal", explicou o candidato.

Para o candidato do Bloco, "apesar de os partidos terem um papel fundamental, a democracia não se deve reduzir e remeter-se apenas para o jogo entre os partidos políticos".

Neste sentido, o Bloco de Esquerda pretende incrementar a participação dos cidadãos através de um conjunto de iniciativas legislativas como a redução do número de assinaturas na petições populares entregues na Assembleia da República, a possibilidade de apresentação de candidaturas de listas de cidadãos independentes nas Legislativas.

Na defesa da transparência, Pedro Soares destacou a proposta bloquista no sentido da exigência da criminalização do enriquecimento não justificado. O Bloco de Esquerda tem propostas de mecanismos que permitam precisamente uma intervenção quando alguém tem um acréscimo de rendimentos injustificados seja investigado e caso seja provado seja criminalizado, pois  "quem está de má fé nisto envolve familiares como já se sabe em alguns casos concretos e depois a justiça tem dificuldades em chegar a quem está mesmo implicado em casos destes", acrescentou Pedro Soares.

O candidato do Bloco de Esquerda defende ainda a obrigatoriedade de existência de um "período de nojo de seis anos no mínimo" como mais um mecanismo de combate à corrupção. "Seria aplicável a quem exerça de funções de Estado, como por exemplo de ministro, sendo imediatamente impedido de ocupar cargos de administração em empresas às quais manteve ligação prática como ministro", adiantou Pedro Soares.