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Poluição nos rios Pele e Pelhe: BE acusa CM de "passividade"

A coordenadora concelhia do Bloco de Esquerda de V. N. de Famalicão, através de comunicado, denuncia descargas ilegais realizadas a semana passada nos rios Pele e Pelhe, acusando “a passividade dos órgãos concelhios responsáveis pela preservação dos cursos de água que atravessam o território sob a sua tutela que, ao que tudo indica continuam a "fechar os olhos" a estes atentados ambientais, que voltaram a comprometer a sustentabilidade dos ecossistemas ribeirinhos e a qualidade de vida da população que habita nas imediações destes”.

“Para além desta evidência, das águas turvas, aos olhos de todos é preciso denunciar também o facto da Câmara Municipal de V. N. de Famalicão neste, como noutros domínios, prosseguir uma política que privilegia a propaganda ao invés das ações concretas em prol dos interesses da população e da efetiva preservação da qualidade ambiental no território concelhio”, refere o BE em documento distribuído à comunicação social.

O Bloco de Esquerda reconhece que “apesar de todo o investimento anunciado em prol da preservação dos "nossos rios", através do projeto lançado pela autarquia em colaboração com a Agência Portuguesa do Ambiente, e que tem como principal objetivo a requalificação e reabilitação dos rios e das margens ribeirinhas, envolvendo a população em ações de sensibilização e educação para a limpeza, preservação e manutenção dos espaços, as descargas ilegais e a poluição dos cursos de água persistem, sem que até hoje tenham havido que se conheça qualquer penalização para os poluidores”.

O Bloco de Esquerda refere ainda que no lançamento do programa Laboratório dos Rios, o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, afirmou então que "a criação do Laboratório de Rios é um importante passo na promoção da educação ambiental e no envolvimento da população na valorização deste património natural", no entanto “espera-se que as autoridades locais, cientes da importância de termos rios cuidados e com boa qualidade, que permitam criar valor, aumentar os benefícios para a população e concretizar a sustentabilidade local, é menos propaganda e mais acção, é que o investimento público em projetos como "Os nossos rios", se possam traduzir objetivamente em melhoria da qualidade ambiental e não funcionem como mais uma forma de beneficiar uns poucos, os beneficiários diretos deste projeto, em detrimento da resolução de problemas que são de todos e a que urge dar resposta eficaz”, conclui.