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Bloquistas apelam à defesa do SNS e especialidades do Hospital de Famalicão

"De facto, nas valências próprias dos hospitais do Grupo I não constam as de de neonatologia nem obstetrícia, indispensáveis para a existência de uma maternidade. Portanto, segundo a Portaria, a maternidade do CHMA, em Famalicão, está em risco e deve merecer preocupação."

A Coordenadora Concelhia em conferência de imprensa considerou que as declarações do presidente da autarquia famalicense, Paulo Cunha, desvalorizam esta medida do governo, a Portaria 80/2014, e que tais declarações prejudicam o concelho, em vez de ser uma voz clara na defesa dos interesses dos famalicenses.

De facto, nas valências próprias dos hospitais do Grupo I não constam as de neonatologia nem obstetrícia, indispensáveis para a existência de uma maternidade. Portanto, segundo a Portaria, a maternidade do CHMA, em Famalicão, está em risco e deve merecer preocupação.

É uma irresponsabilidade desvalorizar esta situação, ao invés de mobilizar as forças políticas e sociais, organizações da saúde, autarcas em defesa da maternidade, mas também dos restantes serviços do CHMA que poderão deixar de existir por força da reorganização hospitalar que o governo prevê na Portaria.

Considera José Luís Araújo, em nome da coordenadora, que Paulo Cunha introduz a questão da sede do CHMA ser em Santo Tirso, quando, para o coordenador bloquista, a questão central e urgente neste momento é mesmo a reorganização do governo PSD/CDS que originará perda de especialidades no Hospital de Famalicão. Entende ainda o coordenador que o presidente da autarquia quer desviar o assunto para desculpabilizar o Governo da sua cor partidária (pois o problema da sede do CHMA vem do governo PS) relativamente aos prejuízos que poderá causar a V. N. de Famalicão.

Para José Luís Araújo, há um enorme desprezo do Governo para com V. N. de Famalicão, manifestado pela perda de competências do Tribunal, pela não excussão da Variante à N14 e agora com a perda de valências no Hospital de Famalicão.

Por fim, a coordenadora bloquista apelou a que todas as forças políticas e sociais, principalmente as autarquias da área de influência do Centro Hospitalar do Médio Ave, se unam na defesa dos serviços do CHMA e do Serviço Nacional de Saúde.