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Filobranca vai ser liquidada e os 157 trabalhadores ficam sem emprego

A unidade fechou para férias em agosto e não voltará a abrir, lançando no desempego 156 trabalhadores, na grande maioria mulheres (Foto: Fernando Veludo/NFactos)

A unidade fechou para férias em agosto e não voltará a abrir, lançando no desempego 156 trabalhadores, na grande maioria mulheres. O encerramento apanhou de surpresa a comunidade laboral e os motivos são, para o sindicato do sector, um enigma. "Não há salários em atraso nem dívidas laborais ou ao Estado e a empresa estava a operar sem sobressaltos", refere um dirigente sindical. No balanço de 2013, o Estado e entidades públicas surgem com créditos de 171 mil euros.

A empresa fechou 2013 com prejuízos acumulados superiores ao volume de negócios. As vendas (9,3 milhões de euros) registavam até uma subida de 10% face a 2012, mas as perdas (1,4 milhões de euros) voltaram a agravar-se mantendo uma longa série de prejuízos.

O capital próprio, todavia, é ainda positivo: 1,3 milhões de euros. No passivo de 6,3 milhões de euros, destaca-se a dívida bancária (BCP e Santander) de 3,6 milhões. Entre os credores figuram o próprio dono, Joaquim Machado, a sucursal romena Filobranca Eastern Europe e fornecedores como a Gavim Texteis.

Deslocalização para a Roménia

Fundada nos anos de 1970 como uma unidade vertical de tecelagem, tinturaria, corte, estamparia e confeção, a Filobranca reforçaria a produção com mais duas bases fabris (Guimarães e Póvoa de Lanhoso), além da de Riba de Ave, que entretanto desativou.

Em 2005, deslocalizou uma parte da produção para a Roménia, unidade que se manterá ativa, com um universo laboral idêntico ao do Vale do Ave (166 trabalhadores).

in Expresso por Abílio Ferreira