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No que depender do Bloco de Esquerda, a atenção na EN14 não terminará aqui

Na semana em que é formalizado entre o Município de V. N. de Famalicão e o Governo o Protocolo de Cooperação e Acordo de Gestão para a obra da EN14, a candidatura autárquica do Bloco de Esquerda manifesta satisfação moderada com a referida formalização.

Antecipando que não tem conhecimento da globalidade do projeto em causa, afirma que “à semelhança do que o Bloco de Esquerda defendeu no passado, mantém a convicção de que esta duplicação e beneficiação da EN14 traz vantagens efetivas a toda a população e à atividade económica do concelho”. E acrescenta “contudo, a verdadeira melhoria na qualidade de vida dos cidadãos que usam esta via resulta de um amplo conjunto de fatores, que vão além da obra em causa – desde a salvaguarda e amplificação  das suas áreas pedonais adaptadas a pessoas com mobilidade reduzida, à criação de viadutos pedonais que permitam a travessia em segurança da via de comunicação em questão, à aposta no enriquecimento da rede de transportes públicos e de outras alternativas de mobilidade, como a bicicleta”. Tal afirmação vem confirmar a visão do partido com assento na Assembleia Municipal, que vem lutando por padrões e compromissos sustentáveis.

O referido Acordo foi assinado esta segunda feira de manhã nas instalações Continental Mabor, em Lousado, facto que a candidatura autárquica do Bloco de Esquerda contesta. “Ainda que reconheçamos a inegável importância nevrálgica do impacto da atividade da Continental Mabor sobre o tecido concelhio e da sua relevância sobre este projeto concreto, a bem da transparência e da manutenção da sua vocação de interesse público, somos indiscutivelmente contrários à assinatura deste tipo de acordos no espaço da empresa”, e acrescenta “ainda que a obra entre Calendário e Ribeirão tenha implicações positivas concretas na atividade da multinacional, esta é uma obra de interesse eminentemente público, destinada a todos os cidadãos e a todas as empresas que atuam nesta área geográfica”. A candidatura autárquica do Bloco de Esquerda considera que protocolos desta importância devem sempre ser formalizados em espaços públicos.