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Bazem!

Desde que a troika aterrou em Portugal em Maio de 2011, já emigraram do país mais de 250 mil pessoas. Enquanto somos expulsos do nosso país, quem cá fica está condenado ao desemprego, à precariedade e à destruição da economia.

Apesar da descida residual de 0,2% do desemprego no ultimo trimestre isso não reflete mais emprego: neste período há menos 42 mil pessoas empregadas e mais 12.600 pessoas que emigraram. Temos um país que se esvazia de gente, que se esvazia de capacidade de criar riqueza, em que a cada dia há menos gente a trabalhar.

E sempre que se facilitam os despedimentos cria-se só e apenas desemprego e nunca emprego. E sempre que o objectivo é a precarização torna-se o país e aqueles que vivem do trabalho mais pobres, sem nunca resolver problema algum.

Mandam-nos emigrar e forçam-nos a emigrar mas não desistiremos de viver aqui. Nós, filhos e filhas de Abril, vamos resistir como os pais e as mães de Abril, e serão as eleições europeias do próximo dia 25 de Maio uma oportunidade única para colocarmos em xeque o poder do campo autoritário.

Como afirmou Mário Tomé, Capitão do 25 de Abril, “a desobediência é a sublime substância de que é feita a democracia”. É por isso novamente tempo de desobedecer: desobedecer à austeridade, desobedecer à Europa da troika, desobedecer ao tratado orçamental.

A 25 de Maio estaremos DE PÉ e será a nossa vez de mandar-los bazar.