Apesar da descida residual de 0,2% do desemprego no ultimo trimestre isso não reflete mais emprego: neste período há menos 42 mil pessoas empregadas e mais 12.600 pessoas que emigraram. Temos um país que se esvazia de gente, que se esvazia de capacidade de criar riqueza, em que a cada dia há menos gente a trabalhar.
É pois tempo de questionarmos sobre o que cada um de nós sabe sobre a Europa onde estamos inseridos. O que sabemos afinal sobre as características, as competências e as responsabilidades de instituições como o Parlamento Europeu? Ou da Comissão Europeia? Ou sobre o Conselho Europeu? Ou do Banco Central Europeu? Ou mesmo da própria União Europeia?
Para além de uma discreta divulgação na sua página eletrónica, parece-nos (ao BE) ser de exigir que a Câmara Municipal solicite o prolongamento do prazo de consulta pública e promova um amplo debate junto da população famalicense no sentido de que possam ser conhecidos e esclarecidos os eventuais riscos que estes equipamentos acarretam.
Estranhamente, a quantia estritamente atribuída à ação social para o ano de 2014, em que os efeitos da maldita crise ainda mais se farão sentir, vê-se reduzida, relativamente ao orçamentado para este ano, em cerca de 50%. Avassaladora?
A responsabilidade da segurança na estrada é de quem conduz, mas é também de quem constrói as vias e de quem é responsável pela sua manutenção e pela supressão de potenciais riscos.
Por aqui deixo então o desafio ao executivo camarário famalicense de procurar apoiar as nossas dezenas de autarcas para desempenharem o melhor possível os novos mandatos que têm pela sua frente.
A Câmara Municipal do nosso concelho viu, na passada sexta-feira, aprovada em Assembleia Municipal as suas propostas de âmbito fiscal, as quais não esgotam todos os recursos do município de carácter fiscal ou parafiscal, mas que definem a sua política no que respeita a esta área.
Tivemos por estes dias a confirmação de que nestes últimos anos aumentou o número de milionários em Portugal e também aumentou o valor das suas fortunas. Com o aumento de alguns milionários, aumenta também exponencialmente o número de pobres e de pessoas na miséria.
Vai baixa a maré, em refluxo de tempos que foram já mais auspiciosos para as ditas classes baixas e médias (largos e flutuantes grupos sociais que, por oposição, serão todos aqueles que não os “ricos”).